O colo mais gostoso / As broncas mais temidas / As conversas madrugada a dentro / O sorriso mais bonito / O gosto pela vida / O cheiro do pó compacto / As unhas sempre feitas / O cabelo sempre impecável / Vaidosa / São Paulina / Mulher elástica / Antenada / Plugada / Alegria contagiante / Hiperativa.
Pimenta nos olhos dos outros / Felina, lambe a cria, mostra dentes e garras / Protetora / Maternal / Briguenta.
Os lápis apontados por ela / O penteado pro balé / A competição de espirro / As laranjas em gominho.
Os ensinamentos / A coragem / As férias, viagens e bagunças.
Encarou a vida de frente.
Filha, irmã, amiga, mulher, mãe, avó, professora, psicóloga e só sentimento.
Uma família inteira sem chão, sem ar.
Sem ela.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Para Menina Girassol
Queria que certas coisas fossem leves como flores de vento e fosse fácil soprar para longe alguns pensamentos...
Tentamos colher todos os dias os amores-perfeitos para lhe dar, mas esse amor dói doído de tanto querer proteger do perigo...
Tentamos colher todos os dias os amores-perfeitos para lhe dar, mas esse amor dói doído de tanto querer proteger do perigo...
domingo, 4 de abril de 2010
Contraditória
Quero o dedo na ferida da vida
Gastar a sola dos sapatos
Lamber os beiços
Sem deixar rastros, avanço!
Para que me seguir seja cada vez menos...
Confortável!
Gastar a sola dos sapatos
Lamber os beiços
Abraços fortes de estreitar laços
Sorrisos francos de abrir portasNas pontas dos pés, pequenina
Me estico inteira pra ver se alcanço o mundo, em vão...Sem deixar rastros, avanço!
Para que me seguir seja cada vez menos...
Confortável!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Precisa-se de colo e cafuné.
Estou sozinha como nunca estive, converso com amigos imaginários e conto meus segredos mais íntimos. Aquilo que ainda não havia contado nem a mim mesma, confesso entre meias palavras.
Desconfio que esse estado de loucura ainda é leve, nada grave. Vai passar. Assim como daqui alguns dias, semanas ou meses eu me sentirei menos só.
Eu preciso das pessoas e elas ainda não são queridas por mim, nem eu por elas.
Sou eu comigo mesma, enfrentando minhas ausências, saudades e vazios. Colorindo meus dias com pequenos prazeres, apostando no incerto e conhecendo minhas fraquezas.
Quem sou eu em um lugar sem referências?
O que esperar de mim?
Que lugares eu gosto de ir?
De que tipo de pessoas eu me aproximo?
Quem eu escolho como meus amigos?
Em quem confiar?
Como eu quero ser vista pelas pessoas?
O que eu to fazendo aqui, o que eu vim buscar?
Só sei que agora vou dormir, boa noite.
Desconfio que esse estado de loucura ainda é leve, nada grave. Vai passar. Assim como daqui alguns dias, semanas ou meses eu me sentirei menos só.
Eu preciso das pessoas e elas ainda não são queridas por mim, nem eu por elas.
Sou eu comigo mesma, enfrentando minhas ausências, saudades e vazios. Colorindo meus dias com pequenos prazeres, apostando no incerto e conhecendo minhas fraquezas.
Quem sou eu em um lugar sem referências?
O que esperar de mim?
Que lugares eu gosto de ir?
De que tipo de pessoas eu me aproximo?
Quem eu escolho como meus amigos?
Em quem confiar?
Como eu quero ser vista pelas pessoas?
O que eu to fazendo aqui, o que eu vim buscar?
Só sei que agora vou dormir, boa noite.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Estou num misto de felicidade extrema e a mais pura e legítima tristeza.
Estou eufórica e a cada momento descubro um sentimento novo.
Hora ou outra, tenho vontade de me encolher toda, covarde.
Mas vou me atirar rumo ao desconhecido, eu esperei o momento exato de desabrochar.
Caralho! (nada tem mais intensidade)
Intensa, é assim que eu me sinto.
A minha partida no instante agora. Embarco nessa aventura chamada vida de peito aberto, rumo ao incrível. Escolho trajetos impensados, paisagens desconhecidas, vou adorando o absurdo.
Sei bem que chegou a hora de partir e que despedidas são sempre tristes e egoístas.
Aprendi a voar e me deram asas! Agora tenho que ir para longe de tudo que um dia aprendi a amar.
Escrevo entre gargalhadas histéricas e choro contido. Um mundo novo me espera, cores, cheiros e sabores, entre texturas e sentimentos vou descobrir quem sou eu e a que mundo pertenço.
Levo comigo sorrisos e choros, abraços e a certeza de que um pedaço de mim fica.
Quando a saudade apertar e a dor ficar insuportável, preparem os abraços. Eu volto.
Estou eufórica e a cada momento descubro um sentimento novo.
Hora ou outra, tenho vontade de me encolher toda, covarde.
Mas vou me atirar rumo ao desconhecido, eu esperei o momento exato de desabrochar.
Caralho! (nada tem mais intensidade)
Intensa, é assim que eu me sinto.
A minha partida no instante agora. Embarco nessa aventura chamada vida de peito aberto, rumo ao incrível. Escolho trajetos impensados, paisagens desconhecidas, vou adorando o absurdo.
Sei bem que chegou a hora de partir e que despedidas são sempre tristes e egoístas.
Aprendi a voar e me deram asas! Agora tenho que ir para longe de tudo que um dia aprendi a amar.
Escrevo entre gargalhadas histéricas e choro contido. Um mundo novo me espera, cores, cheiros e sabores, entre texturas e sentimentos vou descobrir quem sou eu e a que mundo pertenço.
Levo comigo sorrisos e choros, abraços e a certeza de que um pedaço de mim fica.
Quando a saudade apertar e a dor ficar insuportável, preparem os abraços. Eu volto.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Queria falar de coisas miudas com importância de pedrinha caída.
Falar a língua das minhocas, que entendem como ninguém da úmida terra, são a própria terra minhonificada.
O lambari pula assustado na mão do menino e o tatu bola se enrola quando a gente toca.
Couve-flor coitada, se disfarça de flor porque também quer ser beijada.
E o beija-flor sarcástico, insiste em beijar aquelas flores de plástico.
Soube outro dia que o camaleão muda de cor para inventar moda. Achei bonito.
O urubu é um passarinho simpático aos olhos de uma menina que enxerga além.
Todos os dias brotam dúvidas: E os seres invisíveis, como se sentem?
Falar a língua das minhocas, que entendem como ninguém da úmida terra, são a própria terra minhonificada.
O lambari pula assustado na mão do menino e o tatu bola se enrola quando a gente toca.
Couve-flor coitada, se disfarça de flor porque também quer ser beijada.
E o beija-flor sarcástico, insiste em beijar aquelas flores de plástico.
Soube outro dia que o camaleão muda de cor para inventar moda. Achei bonito.
O urubu é um passarinho simpático aos olhos de uma menina que enxerga além.
Todos os dias brotam dúvidas: E os seres invisíveis, como se sentem?
domingo, 24 de janeiro de 2010
Deselegante menina

A bailarina nunca antes ousara sair da caixinha de música
Ficava lá incansáveis horas, rodopiando suas já gastas sapatilhas
Ao som de uma interminável música clássica
Girando e girando sem sair do ritmo
Perfeita!
Até o dia que esqueceram de dar corda na caixinha...
A menina curiosa resolveu sair, pra dar só uma espiadinha!
E ao sair, descobriu um mundo lindo de imperfeições!
Quis perder a compostura, rasgar a partituraNo descompasso, desfez-se o laço
Cansou dos tons pastéis
Quis experimentar outros papéis
Pendurou as sapatilhas
Gastou todas as milhas
Rodopiou com outros pares
Conheceu muitos lugares
Mas procurando bem,
Há dores, que só a bailarina tem.
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