quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Queria falar de coisas miudas com importância de pedrinha caída.
Falar a língua das minhocas, que entendem como ninguém da úmida terra, são a própria terra minhonificada.
O lambari pula assustado na mão do menino e o tatu bola se enrola quando a gente toca.
Couve-flor coitada, se disfarça de flor porque também quer ser beijada.
E o beija-flor sarcástico, insiste em beijar aquelas flores de plástico.
Soube outro dia que o camaleão muda de cor para inventar moda. Achei bonito.
O urubu é um passarinho simpático aos olhos de uma menina que enxerga além.
Todos os dias brotam dúvidas: E os seres invisíveis, como se sentem?

3 comentários:

Cá Cipullo disse...

"aos olhos de uma menina que enxerga além..."

é, eu não sei como eles se sentem, mas sei que essa menina, é vc."

Fernanda Conrado disse...

Anotações de uma vida... Amei!

Marcos Satoru Kawanami disse...

será que os seres invisíveis se sentem extremamente... desbotados?