Estou sozinha como nunca estive, converso com amigos imaginários e conto meus segredos mais íntimos. Aquilo que ainda não havia contado nem a mim mesma, confesso entre meias palavras.
Desconfio que esse estado de loucura ainda é leve, nada grave. Vai passar. Assim como daqui alguns dias, semanas ou meses eu me sentirei menos só.
Eu preciso das pessoas e elas ainda não são queridas por mim, nem eu por elas.
Sou eu comigo mesma, enfrentando minhas ausências, saudades e vazios. Colorindo meus dias com pequenos prazeres, apostando no incerto e conhecendo minhas fraquezas.
Quem sou eu em um lugar sem referências?
O que esperar de mim?
Que lugares eu gosto de ir?
De que tipo de pessoas eu me aproximo?
Quem eu escolho como meus amigos?
Em quem confiar?
Como eu quero ser vista pelas pessoas?
O que eu to fazendo aqui, o que eu vim buscar?
Só sei que agora vou dormir, boa noite.
quinta-feira, 25 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Estou num misto de felicidade extrema e a mais pura e legítima tristeza.
Estou eufórica e a cada momento descubro um sentimento novo.
Hora ou outra, tenho vontade de me encolher toda, covarde.
Mas vou me atirar rumo ao desconhecido, eu esperei o momento exato de desabrochar.
Caralho! (nada tem mais intensidade)
Intensa, é assim que eu me sinto.
A minha partida no instante agora. Embarco nessa aventura chamada vida de peito aberto, rumo ao incrível. Escolho trajetos impensados, paisagens desconhecidas, vou adorando o absurdo.
Sei bem que chegou a hora de partir e que despedidas são sempre tristes e egoístas.
Aprendi a voar e me deram asas! Agora tenho que ir para longe de tudo que um dia aprendi a amar.
Escrevo entre gargalhadas histéricas e choro contido. Um mundo novo me espera, cores, cheiros e sabores, entre texturas e sentimentos vou descobrir quem sou eu e a que mundo pertenço.
Levo comigo sorrisos e choros, abraços e a certeza de que um pedaço de mim fica.
Quando a saudade apertar e a dor ficar insuportável, preparem os abraços. Eu volto.
Estou eufórica e a cada momento descubro um sentimento novo.
Hora ou outra, tenho vontade de me encolher toda, covarde.
Mas vou me atirar rumo ao desconhecido, eu esperei o momento exato de desabrochar.
Caralho! (nada tem mais intensidade)
Intensa, é assim que eu me sinto.
A minha partida no instante agora. Embarco nessa aventura chamada vida de peito aberto, rumo ao incrível. Escolho trajetos impensados, paisagens desconhecidas, vou adorando o absurdo.
Sei bem que chegou a hora de partir e que despedidas são sempre tristes e egoístas.
Aprendi a voar e me deram asas! Agora tenho que ir para longe de tudo que um dia aprendi a amar.
Escrevo entre gargalhadas histéricas e choro contido. Um mundo novo me espera, cores, cheiros e sabores, entre texturas e sentimentos vou descobrir quem sou eu e a que mundo pertenço.
Levo comigo sorrisos e choros, abraços e a certeza de que um pedaço de mim fica.
Quando a saudade apertar e a dor ficar insuportável, preparem os abraços. Eu volto.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Queria falar de coisas miudas com importância de pedrinha caída.
Falar a língua das minhocas, que entendem como ninguém da úmida terra, são a própria terra minhonificada.
O lambari pula assustado na mão do menino e o tatu bola se enrola quando a gente toca.
Couve-flor coitada, se disfarça de flor porque também quer ser beijada.
E o beija-flor sarcástico, insiste em beijar aquelas flores de plástico.
Soube outro dia que o camaleão muda de cor para inventar moda. Achei bonito.
O urubu é um passarinho simpático aos olhos de uma menina que enxerga além.
Todos os dias brotam dúvidas: E os seres invisíveis, como se sentem?
Falar a língua das minhocas, que entendem como ninguém da úmida terra, são a própria terra minhonificada.
O lambari pula assustado na mão do menino e o tatu bola se enrola quando a gente toca.
Couve-flor coitada, se disfarça de flor porque também quer ser beijada.
E o beija-flor sarcástico, insiste em beijar aquelas flores de plástico.
Soube outro dia que o camaleão muda de cor para inventar moda. Achei bonito.
O urubu é um passarinho simpático aos olhos de uma menina que enxerga além.
Todos os dias brotam dúvidas: E os seres invisíveis, como se sentem?
domingo, 24 de janeiro de 2010
Deselegante menina

A bailarina nunca antes ousara sair da caixinha de música
Ficava lá incansáveis horas, rodopiando suas já gastas sapatilhas
Ao som de uma interminável música clássica
Girando e girando sem sair do ritmo
Perfeita!
Até o dia que esqueceram de dar corda na caixinha...
A menina curiosa resolveu sair, pra dar só uma espiadinha!
E ao sair, descobriu um mundo lindo de imperfeições!
Quis perder a compostura, rasgar a partituraNo descompasso, desfez-se o laço
Cansou dos tons pastéis
Quis experimentar outros papéis
Pendurou as sapatilhas
Gastou todas as milhas
Rodopiou com outros pares
Conheceu muitos lugares
Mas procurando bem,
Há dores, que só a bailarina tem.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Volto logo
Até qualquer dia!
Eu volto
Vou buscar inspiração
Prometo que volto
Renovada, leve...
Sem grilos!
Calma, não desespere!
Vou ali...
No alto da montanha
Pisar na grama
Dormir na rede
Vou de bicicleta
De asa-delta
Talvez andando
Eu sempre volto
Mas se acaso não voltar...
Não vá se perder por aí!
Eu volto
Vou buscar inspiração
Prometo que volto
Renovada, leve...
Sem grilos!
Calma, não desespere!
Vou ali...
No alto da montanha
Pisar na grama
Dormir na rede
Vou de bicicleta
De asa-delta
Talvez andando
Eu sempre volto
Mas se acaso não voltar...
Não vá se perder por aí!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O guri pula o muro do vizinho
pra pegar sua bola de meia
Solta papagaio e briga valente
duelando no céu azulzinho
Sobe em árvore
Come fruta do pé
Bate figurinha
e joga bola melhor que o Pelé
Peito aberto, pés descalços, corre livre...
Dança funk, samba
e joga capoeira
Segunda ou sexta-feira
Sorriso banguelo
tem a ginga de um bom brasileiro
Como é feliz esse menino magrelo!
pra pegar sua bola de meia
Solta papagaio e briga valente
duelando no céu azulzinho
Sobe em árvore
Come fruta do pé
Bate figurinha
e joga bola melhor que o Pelé
Peito aberto, pés descalços, corre livre...
Dança funk, samba
e joga capoeira
Segunda ou sexta-feira
Sorriso banguelo
tem a ginga de um bom brasileiro
Como é feliz esse menino magrelo!
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