segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A dor de um parto do filho que eu ainda não tive
A saudade de coisas que eu ainda não vivi
Planos adiados, escolhas insensatas, impulsos primitivos
O medo da rotina de dias tão iguais
As amizades que um dia eu deixei de cultivar
O abraço que não veio quando eu mais precisava
As verdades que mudaram de rumo
A descoberta do que é meu, por direito
As vontades de ser, de abraçar o mundo
O jeito de menina e a força que achei que não tivesse
É fruta madura na beira da estrada, vou lá pegar!

4 comentários:

Macaco disse...

pega que é teu direito!

Tiago F. Moralles disse...

Madura e beira são duas coisas perigosas.

Nilce disse...

Quanta melancolia e saudade, menina! Li parte dos seus poemas... agora, ganhou uma fã! Adorei a delicadeza e a feminilidade! :D!!!
Parabéns!
Bjo,
Nilce

A beleza do erro puro do engano da imperfeição disse...

Brigada Nilce!!Espie minha janela quando quiser, ela está sempre aberta! ;)