O que foi semente
Hoje, pode-se provar da fruta
Tudo a seu tempo.
O tempo da pausa, o respiro, o fôlego
Meus pés na corda bamba,
Eu que areia movediça...
Eu que me despedaço...
E desespero...
Te quero sereno,
O sossego do outono...
O balanço na rede...
O passeio no parque...
Descabelada,
peço ao cílio:
E o melhor pra nós dois,
Acontece.
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Imitação do que sou
Cada vez que finjo ser, acabo sendo. Um pouco mais disso - menos daquilo. Outra que surge dentro do tempo, esquecido no fingimento. Finjo que danço, saio dançando... Finjo que sou acabo sendo. Nuances de mim - reflexos de ti. Vontade de ser. Eu que já sou. E fui, tantas! Só sei ser, sendo...
sábado, 26 de março de 2011
Dos sons que ouço imagino cores
Das comidas que provo grito sabores
Da vida que levo contorno os desprazeres
Caminho despreocupada e me assusto em cada topada
Tentei ser o que não fui e amar-te sem medidas
Quis você na minha vida, cálida
Do meu mais alto voo, observo sua confusa covardia
Sinto muito pela casa bagunçada
e reinvento uma saída...
Carrego comigo desejos e alguma tristeza
Rejeito o morno dos tons pastéis, equilíbrio às avessas
Hoje, nada peço...
fujo da solidão de estar com você
Das comidas que provo grito sabores
Da vida que levo contorno os desprazeres
Caminho despreocupada e me assusto em cada topada
Tentei ser o que não fui e amar-te sem medidas
Quis você na minha vida, cálida
Do meu mais alto voo, observo sua confusa covardia
Sinto muito pela casa bagunçada
e reinvento uma saída...
Carrego comigo desejos e alguma tristeza
Rejeito o morno dos tons pastéis, equilíbrio às avessas
Hoje, nada peço...
fujo da solidão de estar com você
segunda-feira, 21 de março de 2011
Mais uma quebra de protocolo.
Talvez em algum sonho em sépia você ainda apareça. Nos meus labirintos ou na fila da padaria. Quem sabe, nos encontraremos em algum show inusitado e eu deixe você segurar meu guarda-chuva. Ficaremos à toa, em um banquinho qualquer, matando trabalho sem pensar no que virá. Deslumbrados, rodaremos juntos por toda madrugada. Carmen Miranda será nossa única testemunha. Pode ser que a gente se enrole nas roupas do varal, entorpecidos de presença. Você pode me achar vez em quando dentro de um monóculo, ouvindo música distraído ou lavando louça. Os dias talvez passem lentos e eu estou decidida a fugir de você. Se pegar um atalho, pode ser que me encontre antes que eu me perca. A vida passa ligeira e é de se entregar até a última valsa.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Ela é a menina que sente uma falta danada do colo da vó.
Sente saudades de ficar sozinha jogando cinco marias e de desenhar os móveis da casa.
Passava seus dias em cima da árvore de pitanga, inventava histórias com o avô, jogava rouba monte e mandava no pedaço. Quando cansavam dela, davam logo uma boa dose de caldo de cana e ela dormia que era uma beleza!
Às vezes o telefone toca e ela demora a atender, só pra imaginar que é a vó ligando.
E todas as coisas que a menina queria contar pra vó, que são tantas.
Dividir suas conquistas, seus sonhos e seus planos...
Vovó dizia que a menina era igual a ela, brava, teimosa e tinha o dedo do pé de quem vai mandar no marido.
A menina lembra com carinho do sorriso, do otimismo, do amparo e das broncas.
Saudades.
Sente saudades de ficar sozinha jogando cinco marias e de desenhar os móveis da casa.
Passava seus dias em cima da árvore de pitanga, inventava histórias com o avô, jogava rouba monte e mandava no pedaço. Quando cansavam dela, davam logo uma boa dose de caldo de cana e ela dormia que era uma beleza!
Às vezes o telefone toca e ela demora a atender, só pra imaginar que é a vó ligando.
E todas as coisas que a menina queria contar pra vó, que são tantas.
Dividir suas conquistas, seus sonhos e seus planos...
Vovó dizia que a menina era igual a ela, brava, teimosa e tinha o dedo do pé de quem vai mandar no marido.
A menina lembra com carinho do sorriso, do otimismo, do amparo e das broncas.
Saudades.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Ela sofre de encantos pelo efêmero.
Vive de recomeços e foge daqueles que tentam impor algum ritmo que não o dela.
Os ventos sopram sempre a seu favor.
O universo conspira para que tudo fique na mais perfeita ordem.
Dizem que é mimada pelos deuses.
Ela sofre de quases, quase se apaixona todos os dias e quase morre de amores...
É um pouco exagerada. Erra a mão na dose, se entrega de mais ou de menos.
Não sabe achar o caminho do meio, peca por excessos.
Vive se atropelando e caindo em outra vida, esbarrando em novos amores e novas possibilidades...
Caminha cantando e traz com ela amigos, discos e filmes...receitas, mapas e trajetos, rabiscos e alguma poesia.
Sonha acordada, o tempo todo. Fala palavrão, dança sozinha, inventa um novo curso para fazer, um programa com os amigos, um novo roteiro de viagem ou um novo esporte para praticar.
Sabe receber as surpresas que a vida traz.
Tem motivos para sorrir, caminhos para seguir e desculpas para partir...
Vive de recomeços e foge daqueles que tentam impor algum ritmo que não o dela.
Os ventos sopram sempre a seu favor.
O universo conspira para que tudo fique na mais perfeita ordem.
Dizem que é mimada pelos deuses.
Ela sofre de quases, quase se apaixona todos os dias e quase morre de amores...
É um pouco exagerada. Erra a mão na dose, se entrega de mais ou de menos.
Não sabe achar o caminho do meio, peca por excessos.
Vive se atropelando e caindo em outra vida, esbarrando em novos amores e novas possibilidades...
Caminha cantando e traz com ela amigos, discos e filmes...receitas, mapas e trajetos, rabiscos e alguma poesia.
Sonha acordada, o tempo todo. Fala palavrão, dança sozinha, inventa um novo curso para fazer, um programa com os amigos, um novo roteiro de viagem ou um novo esporte para praticar.
Sabe receber as surpresas que a vida traz.
Tem motivos para sorrir, caminhos para seguir e desculpas para partir...
Assinar:
Postagens (Atom)